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ARARANDEUA Carlos Pontes
Carlos Roberto
Pontes, capixaba, marinheiro, 51 anos de idade,
Nascido em
Vila Velha – ES, escreve desde 1968, tem como inspiração o poeta
fluminense Casimiro de Abreu.
SÓ NÃO CHORO. Não choro Pra que chorar? Não brigo Pra que brigar? Não grito Pra que gritar? Mas bem que eu deveria Gritar Brigar Chorar Chorar lágrimas Muitas lágrimas Lágrimas miraculosas Que somadas às águas Águas “Surubijadas” Águas “Arandeuadas” Pudessem espelhar Além das estrelas Sol Lua A nossa própria consciência Consciência de natureza Consciência do mundo Consciência de Deus Deus consciente Que conscientizando os homens (Homens inconscientes) Não permitisse que houvesse Nem choro Nem brigas Nem grito Dionísio Almeida
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LAMENTOS DE UMA ÁRVORE MORTA Que mal fiz? Que pecado cometi? A não ser iludir-me com o canto do poeta: - “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...” Que serão dos pássaros que aninhavam em minhas folhas? E das pessoas que abrigavam em minha sombra? E daquelas que admiravam meu porte altaneiro?... E projetavam seus pensamentos através dos meus galhos rumo aos céus?... Que serão delas?!... Nunca mais darei sementes para perpetuar minha espécie!... Só restarão minhas raízes apodrecidas... Oxalá sirvam de adubo para outra árvore com mais sorte que eu... Dionísio Almeida
MEU RIO, MINHA VIDA. Nossa água Nossa alegria Nosso espelho
É em você que eu me vejo (Sujo ou limpo!) É quem me espelha Eu sou você...
Sou Ararandeua Se eu morro, tu morres...
Sou Rondon Meu rio... Minha vida... Minha beleza... Quero ver-te verde... Azul... Cristalino... Vivo...
Viva nosso Ararandeua!... Vivo! Dionísio Almeida
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